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ROMEIROS PAGAM PROMESSAS SOB UM CALOR DE 30ºC EM CANINDÉ NA FESTA DE SÃO FRANCISCO.


Caminhar de joelhos, a Via Sacra da Avenida Francisco Cordeiros Campos, 2 km sob um calor de 30ºC durante os festejos alusivos à São Francisco das Chagas de Canindé, no Sertão do Ceará, foi pouco para quem queria mostrar devoção ao santo mais popular do mundo.

Durante os festejos alusivos à São Francisco das Chagas, no maior Santuário franciscano das Américas, em Canindé no Sertão Nordestino é fácil se deparar com pagadores de promessas que não medem esforços, além da força física para cumprir o seu acordo com o santo.

Durante 10 dias a Reportagem do C4 NOTÍCIAS DO POVO ON LINE, teve acesso aos mais diferentes tipos de depoimentos que ajudam a formar o conteúdo da fé e devoção que os peregrinos depositam em São Francisco.


É o caso de Gizelma Fátima Delmones, de 47 anos natural da cidade de Araripina no interior Pernambucano. Ela pagou uma promessa de joelhos, percorrendo as 14 estações da Via Sacra que retrata a vida e o sofrimento de Jesus Cristo.

‘’Passei três anos para pagar a minha promessa. No primeiro ano, consegui subir apenas cinco estações em 2016. Já no ano seguinte, com a fé aumentei para 10 o número de estações. Este ano vim completar o trajeto disse a romeira acompanhada de sua prima Fátima Soares Delmores de 41 anos.

Outro que fez o mesmo trajeto, mas em apenas um dia foi o ciclista Antônio Elânio da Silva de 46 anos, também da cidade de Araripina.

De joelhos e com um terço na mão, capacete de ciclista, ele rezava na mais alta contrição. Foram horas de paciência e silêncio até chegar ao seu destino final.

‘’Não posso tornar público o meu acordo com São Francisco, mas confessa ao senhor que tudo que ele me mandou fazer, eu fiz’’, resumiu.


O acesso para se chegar até a Igreja de Cristo Rei é feito pela Avenida Francisco Cordeiro Campos, na conhecida Via Sacra do Monte, onde os romeiros pagam suas promessas andando com pedras sobre a cabeça, de joelhos, rezam terços e firmam compromisso com São Francisco para pagar dívidas nos mais diversos sacrifícios. Por onde passam, esses devotos deixam testemunhos de fé.

Guiada pela fé, além de agradecer pelos desejos atendidos, parte dessa multidão busca nessas trilhas de esperança a cura para males do corpo e da alma. Nesse contexto, espiritualidade, tradição e emoção a flor da pele andam juntas, evidenciando o amplo painel da cultura e do patrimônio imaterial do país que sua maioria católica 70,4% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Ministro Provincial, da Província de Santo Antônio do Brasil, Frei João Amilton dos Santos, que reinaugurou a Igreja de Cristo Rei, conhecida como Igreja do Monte, numa celebração que contou com grande número de fiéis, quando pároco e reitor do Santuário disse à Reportagem que esse tipo de sacrifício precisa ser repensado.



ENTENDA O CASO

Inaugurada no dia 30 de junho de 1915, ano de grande seca no Estado, a igreja foi arquitetada e construída por Thomaz Barbosa Cordeiro. Teve início das obras em 1909, sendo definitivamente concluída somente em 1917, com o apoio da população que carregava tijolos em procissão até o local.

A obra se deu diante da determinação de frei Cirilo de Bérgamo, depois de ordenar a colocação de uma cruz de madeira vinda da região da Serrinha do Limoeiro. A princípio, a ideia de frei Cirilo era construir a Igreja de Coração de Jesus, mas com o passar do tempo, passaria a ser chamada de Cristo Rei.

A reforma, segundo frei João Amilton dos Santos, custou aos cofres da Província de Santo Antônio do Brasil na época R$ 107.568,32, onde foram modificadas instalações elétricas, pintura, afrescos e nova iluminação externa nos padrões já existentes na Basílica de São Francisco, dentre outros detalhes nas partes internas e externas, sem descaracterizar a originalidade do templo sagrado, considerado a 15ª estação da Via Sacra, que tem início na Igreja de Nossa Senhora das Dores, que passa por reformas.

Todo o trabalho foi idealizado pelo pároco na época Frei João Amilton dos Santos, e coordenado pelo engenheiro Maurício Rabelo, o mesmo que reformou a Basílica de São Francisco.

O acesso para se chegar até a Igreja de Cristo Rei é feito pela Avenida Francisco Cordeiro Campos, na conhecida Via Sacra do Monte, onde os romeiros pagam suas promessas andando com pedras sobre a cabeça, de joelhos, rezam terços e firmam compromisso com São Francisco para pagar dívidas nos mais diversos sacrifícios.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves

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