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DIA DE FINADOS É MARCADO POR SAUDADES, CHORO E EMOÇÃO.


Um dia marcado por saudades, choros e emoção. É assim, o dia de Finados na cidade de Canindé terra de São Francisco que criou a sublime frase: ‘’´Celebrar a memória dos fiéis falecidos. Promover a Vida’’.

Por tradição católica, parentes e amigos de mortos se reúnem uma vez por ano no Cemitério da Paróquia de São Francisco das Chagas (Cemitério São Miguel) e Cemitério Particular São Francisco para celebrar o dia de finados. A Igreja Católica e equipe litúrgica preparam o cenário e se unem ao povo a rezar pelas almas.

Na manhã desta sexta-feira, dia de finados, missas serão celebradas as 5h no Cemitério São Miguel pelo Pároco Frei Jonaldo Adelino, 6h e 9h na Basílica, 18h no Cemitério São Miguel e 19h na Basílica, transmitida pela Rede Vida de Televisão, celebrada pelo Reitor Frei Marconi Lins.

Na oportunidade parentes e amigos de mortos sepultados no local aproveitam para visitar túmulos, acender velas, rezar e depositar flores.

Rozário Ximenes, prefeita do Município vai aproveitar o dia de celebração e homenagem aos mortos para assistir a santa missa no Cemitério São Francisco e visitar o túmulo do seu marido Ximenes Filho, em memória e lembrança, daquele que foi prefeito de Canindé, Deputado Estadual, vereador e um grande líder político, sepultado no Campo Santo do Bairro das Campinas.

Desde a época do cristianismo primitivo, que se desenvolveu sob as ruínas do Império Romano, que os cristãos rezavam por seus mortos, em especial pelos mártires, onde estes eram frequentemente enterrados: nas catacumbas subterrâneas da cidade de Roma. O costume de rezar pelos mortos foi sendo introduzido paulatinamente na liturgia (conjunto de rituais que são executados ao longo do ano) da Igreja Católica. O principal responsável pela instituição de uma data específica dedicada à alma dos mortos foi o monge beneditino ODILO OU ODILON DE CLUNY.


Odilo (962-1049) tornou-se abade de Cluny, em Borgonha, na França, uma das principais abadias construídas no mundo medieval e responsável por importantes reformas no clero no período da Baixa Idade Média. Em 02 de novembro de 998, Odilo instituiu aos membros de sua abadia e a todos aqueles que seguiam a Ordem Beneditina a obrigatoriedade de se rezar pelos mortos. A partir do século XII, essa data popularizou-se em todo o mundo cristão medieval como o Dia de Finados, e não apenas no meio clerical.

Apesar do processo de secularização e laicização que o mundo ocidental tem passado desde a entrada da Modernidade, o dia 02 de novembro ainda é identificado como sendo um dia específico para se meditar e rezar pelos mortos. Milhões de pessoas cumprem o ritual de ir até os cemitérios levar flores para depositar nas lápides em memória dos que se foram; outras levam também velas e cumprem os rituais mais tradicionais, como orações, cânticos etc.

Todo ano, milhões de pessoas aproveitam o dia 2 de novembro para visitar os túmulos de seus parentes e amigos. No Brasil, a data foi oficializada como feriado nacional apenas em 2002, mas a comemoração católica é, evidentemente, muito mais antiga.

A oração pelos que já morreram é uma prática de várias religiões e que o cristianismo manteve. Documentos e monumentos dos primeiros séculos da nossa era já testemunham a prática entre os cristãos. Há túmulos cristãos dos séculos II e II que trazem orações pelos falecidos ou inscrições como: “Que cada amigo que veja isso reze por mim.”

O estabelecimento de um dia específico para que os católicos se dedicassem especialmente à oração pelos mortos tem origem em 998, por iniciativa de Santo Odilo, que era abade de Cluny, na França, um dos maiores mosteiros de então. Odilo quis que na sua abadia a data de 2 de novembro fosse dedicado a essa intenção. A data foi escolhida por se seguir ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro.

No século seguinte, tornou-se obrigatório em toda a Igreja que cada comunidade dedicasse um dia à oração pelos mortos. Foi só no século XIII que o dia 2 de novembro foi universalizado para toda a Igreja latina como o dia especialmente dedicado a isso.

O nome oficial da celebração, na Igreja Católica, é Comemoração dos Fiéis Defuntos. A Igreja Ortodoxa e as comunidades católicas do Oriente não o celebram no dia 2 de novembro, mas em várias ocasiões durante o ano, geralmente no sábado. Anglicanos e algumas outras ramificações do protestantismo também celebram o dia. A comemoração geralmente é rechaçada pelas denominações cristãs que não admitem a oração pelos mortos.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves

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