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ARARA VERMELHA, UM COLÍRIO PARA OS OLHOS DOS VISITANTES.


Nome Científico: Ara chloropterus
Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes
Distribuição: Amazônia brasileira e em rios costeiros margeados por florestas no Leste do País, chegando originalmente até o Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná. Encontrada também do Panamá ao Paraguai e Argentina.

Alimentação: Frutos, sementes, folhas, insetos e pequenos vertebrados.

Reprodução: Geralmente de novembro a março. Neste período costumam ficar agressivas, sobretudo em cativeiro, com seus tratadores. O acasalamento é lateral, diferentemente da maior parte dos psitacídeos, que é feita com o macho sobre a fêmea. Colocam de dois a quatro ovos e o tempo de incubação é de 28 dias.

Conservação: Ameaçada de extinção.

A arara-vermelha-grande mede de 73 a 95 centímetros de comprimento e pesa até 1,5 quilo. Ela se chama vermelha, mas é colorida. Tudo bem que a cor que lhe dá o nome é predominante, mas ainda tem as asas azuis com uma faixa verde. Por causa deste detalhe, inclusive, é também conhecida como arara-verde.

Essa ave já fugiu do Zoológico de Canindé, foi recapturada e hoje vive solitária, porque sua parceira ainda continua sumida. Mesmo assim é sem dúvida, um colírio para os olhos de quem visita o local

Monogâmica, quando forma um casal, esta união é para sempre, diga-se, uma característica da família dos psittacídeos. Quando têm filhotes, macho e fêmea cuidam de aumentar os buracos que fazem em troncos ocos de palmeiras ou em paredões rochosos, como forma de protegê-los dos predadores naturais, como tucanos, macacos e cobras.

Mas hoje, a própria devastação das florestas e a retirada de indivíduos de seu habitat (para tráfico e comércio ilegal), também se configuram como uma ameaça à sua sobrevivência. Tanto que a arara-vermelha-grande já está desaparecida de partes extensas de sua área de distribuição.


Um hábito curioso desta ave é o fato de ela se alimentar de terra e barro (normalmente ricos em minerais). A explicação mais recorrente é que elas fazem isso para neutralizar as toxinas que ingerem quando consomem frutas verdes. A arara-vermelha grande pode viver 60 anos.

A arara vermelha (Ara chloropterus) ocorre em grande parte do Brasil, ocupando a região da Amazônia e os rios costeiros margeados por florestas, chegando até o Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná. Pode ser encontrada também no norte da Colômbia, planícies venezuelanas, Bolívia e norte da Argentina. Pertence à classe das aves, ordem Psittaciformes e família Psittacidae. É um dos maiores psitacídeos brasileiros, com cerca de 90 centímetros. Sua face é cortada por fileiras de penas vermelhas; na cabeça, nas costas e na barriga possui coloração também avermelhada, com uma faixa verde. Costumam andar em bandos ou em pares.

Essa espécie de arara é mais generalista do que suas parentes - as araras. Alimenta-se preferencialmente de sementes com polpas, na copa das árvores e em arbustos. Só no estado do Paraná consomem os frutos de mais de 13 espécies de plantas arbóreas, tanto nativas quanto exóticas. Geralmente utilizam o bico como o terceiro pé e usam as patas para segurar o alimento e levá-lo à boca. Através das fezes, espalham pela floresta as sementes dos vegetais de que se alimenta, desempenhando assim um importante papel ecológico dentro do ciclo de vida dessas plantas.


O período reprodutivo geralmente ocorre entre os meses de setembro a março. O ninho é feito em ocos de árvores encontrados ou em buracos de paredes rochosas. Após a cópula, as fêmeas colocam de dois a três ovos por ninho. Os ovos são brancos de forma esféricos elipsóide, com uma das pontas ligeiramente mais pontuda que a outra e com casca lisa e sem porosidade. A incubação dos ovos (cerca de 30 dias) é feita pela fêmea, que sai pouco do ninho e é alimentada pelo macho, que também ajuda na defesa, ficando boa parte do tempo de sentinela. Apesar do forte comportamento de defesa, a disputa do ninho com outras espécies de aves, como araras azuis e urubus, é comum, podendo acarretar na perda do ninho pelo casal de araras vermelhas. O sucesso reprodutivo também pode ser afetado por diversos outros fatores, como predação dos ovos e limitação dos ninhos. Apesar dessas adversidades, a taxa de sobrevivência dos filhotes é relativamente alta, podendo chegar a 90%. Os filhotes nascem com menos de 40 gramas e com poucas penugens, sendo recobertos apenas por uma pele rosada, fina e transparente, que permite a visualização dos órgãos internos e resto de vitelo do ovo no recém-nascido. Nesse primeiro momento os olhos e ouvidos estão fechados e o bico é branco e mole.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves

Forte abraço em nome da Equipe do C4 NOTICIAS DO POVO ON LINE, agradecimentos à bióloga, Renata Lígia ao veterinário, Henrique Weber e aos tratadores e funcionários pelo apoio durante a série de Reportagens.

Forte abraço e até a próxima.


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