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SENADOR TASSO JEREISSATI LIBERA EMENDA DE 600 MIL PARA LIMPEZA DO RIO CANINDÉ.


Salvando a natureza e revitalizando o rio Canindé. Esse é o projeto pioneiro na região, que será desenvolvido no Município de Canindé pela Secretaria de Infraestrutura do Município, para salvar o rio que leva o nome da cidade. A determinação é da prefeita Rozário Ximenes. Segundo ela, o rio está a 50 metros da Basílica de São Francisco e precisa ser preservado, porque a história de cidade está ligada ao manancial.

‘’Queremos revitalizar toda a área degradada. Nosso objetivo é transformar o corredor que corta a cidade em uma área saudável, onde a população possa respirar o ar puro da natureza’’, destacou a prefeita.

Uma equipe técnica da Secretaria da Infra já trabalha na elaboração do projeto para rio, numa região que corta o Centro comercial e vai até o bairro do Alto Guaramiranga, onde está erguida a maior estátua em homenagem ao santo do mundo.

A revitalização do rio Canindé, foi anunciada na manhã desta sexta-feira dia 27 de janeiro pelo vice-prefeito e atual Secretário de infraestrutura do Município Jesus Romeiro. 

‘’Já existe uma emenda de autoria do Senador Tasso Jereissati no montante de R$ 600 mil para a limpeza do manancial que leva o nome da cidade.

Em relação ao processo de revitalização, Jesus Romeiro falou que será necessário um ano apenas para elaboração do projeto que precisa de recursos a nível Federal. Segundo ele, três arquitetos já estiveram em Canindé para tratar da planta que irá modificar toda a estrutura do local.


‘’Serão feitas três intervenções no projeto. A primeira da BR-020 até a ponte que corta a Rua Joaquim Custódio. A segunda com acesso até o Hospital Regional São Francisco e o último estágio até o açude São Matheus, considerado o segundo maior do Município.

‘’Na segunda etapa, serão feitos calçadões dos dois lados para práticas esportivas, passeio de pedestres, estacionamentos, pista de caminhadas e um local para alojar os camelôs. Com todas as burocracias existentes, levaremos em torno de um ano para deixarmos o projeto no ponto’’, prevê Jesus Romeiro. 

Os sinais de degradação ambiental são cada vez mais frequentes na área urbana da cidade. O Rio que nomeia o Município, por exemplo, está sucumbindo diante do lixo, esgotos jogados em seu leito, ocupação indiscriminada das áreas de encosta e destruição da mata ciliar. Embora todas as agressões aconteçam a olhos vistos, falta compromisso por parte das autoridades ambientais que assegure a defesa do manancial que faz parte da história da cidade de Canindé.

Constantemente, moradores que residem na área de encosta jogam lixo no leito do Rio. Além disso, grande parte da rede de esgoto das residências localizadas às margens do manancial corre para dentro do leito. Já os agricultores, antecipando o plantio da quadra chuvosa, promovem queimadas na área.

As agressões ambientais contra o Rio Canindé tiveram início no ano de 1975, com a ocupação desornada da margem direita. As primeiras casas foram sendo construídas e a Prefeitura Municipal nada fez para conter a invasão. Depois disso, centenas de pessoas passaram a ocupar a área. Hoje, famílias permanecem no local, e as autoridades públicas continuam sem nada fazer em defesa do Rio.

O Rio foi à fonte de alimentação para os nativos — índios Kanindé — que tiravam de suas águas a sobrevivência. Nos últimos anos, embora padecendo, ainda serviu de atração turística para a cidade e foi fonte de alimentação e renda para as famílias ribeirinhas.


A história do Rio Canindé é de muitas agressões. A poluição já começa no seu nascedouro, na Serra da Mariana, em Itatira. Os crimes ambientais contra o manancial se multiplicam ao logo de sua extensão. Ao chegar a Canindé, a sequência de crimes contra a natureza aumenta, deixando o manancial em estágio terminal.

Já agonizando, segue do município de Canindé para Caridade, onde a situação não é diferente. O leito sofre com a retirada de areia, plantio de capim e uso indiscriminado de agrotóxicos, contaminando o lençol freático. Ao chegar ao Município de Paramoti, ele recebe o seu “tiro de misericórdia”: carradas de areia são retiradas de seu leito indiscriminadamente, desestabilizando o ecossistema. “A situação é tão crítica que, além da flora, a fauna desapareceu por completo. Os animais que tinham o Rio como habitat natural desapareceram”, conta a José Nilton ambientalista, ressaltando que o rio é o maior em extensão do Sertão Central. Nasce em Itatira e corta Canindé, Caridade, Paramoti e deságua no açude Pereira de Miranda, em Pentecoste.

“O Rio Canindé não é” nosso depósito, onde colocamos tudo aquilo que não precisamos lixos, entulhos, dejetos e outros resíduos que aos poucos vão acabando com a vida do rio e, consequentemente, com a nossa vida e da população e daqueles seres vivos que dependem do rio’’, alerta a prefeita Rozário Ximenes. 

Um Projeto de Lei que institui o dia 20 de maio, como a data da Consciência Ecológica no Município de autoria da ex-vereadora Zeleide Araújo, tornou-se lei municipal de nº 2.251/2011 de 16 de maio de 2011, assinada pelo prefeito à época Cláudio Pessoa, que garante medidas em defesa do rio.

“As agressões ao meio ambiente”, à fome, a miséria, o sofrimento, em geral, são sempre causados por ações humanas e, muitas delas legais, de modo que matar, devastar, poluir, desrespeitar a dignidade e os direitos são considerados legais’’, enfatiza a vereadora.

De acordo com a ex-parlamentar, o objetivo natural é sensibilizar a população para a preservação do Rio Canindé, principalmente no perímetro urbano, que tem sido tratado como depósito de lixo e esgoto. Segundo ela, o rio representa um patrimônio ambiental para o Município, como também para a população que pertence à bacia do Vale do Curu.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves
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