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CANINDÉ: BENÇÃO DOS CHAPÉUS ENCERRA ROMARIA DE SÃO FRANCISCO.


Quem parte leva 
saudades de alguém, que fica chorando de dor.
Por isso não quero lembrar
quando partiu meu grande amor.
Ai, ai, ai, ai está chegando a hora.
O dia já vem raiando meu bem e temos que ir embora.
Ai, ai, ai, ai está chegando a hora.
O dia já vem raiando meu bem e temos que ir embora.

Esse refrão tomou conta da Praça da Basílica ao Meio Dia de ontem, quando os franciscanos deram por encerrada a romaria.

Para a Igreja Católica, a festa de São Francisco das Chagas de Canindé terminou oficialmente com a tradicional bênção dos chapéus ao meio dia de, 17 de outubro.

Peregrinos vindos dos mais diversos pontos do País se despediram, ao meio-dia de segunda-feira, do maior Santuário Franciscano das Américas na busca da cura e da fé. Todos os anos, em Canindé, as mesmas lembranças se repetem e se renovam. O dia do arriamento da bandeira é a festa do povo de Canindé que mantém uma tradição de 258 anos no maior santuário franciscano das Américas.

A multidão avançando em direção ao templo, o coro de milhares de fiéis fazendo referências e rezas em forma de cânticos, a união das famílias para aproveitar a passagem do cortejo pelo corredor religioso para pedir graças.

A tradicional bênção dos chapéus é uma doação da direção do Colégio Menino Jesus e o arreamento da bandeira do santo, que permaneceu hasteada por 11 dias.

Este ano, o casal Romeu e Joane Laurênio de Oliveira entregou aos participantes da Santa Missa Campal três mil e quinhentos chapéus para proteger a mente, a alma e a fé do romeiro. “Começamos com 100 e, no nono ano, já conseguimos essa média. Por conta da seca e a dificuldade para se encontrar palha de carnaúba, o número ficou reduzido”, contou Romeu Rocha.


Segundo Joane Laurênio, a idéia surgiu depois de se pensar em uma forma de proteger o devoto devido ao horário de meio-dia, com sol a pino. “O chapéu dá uma maior proteção. É uma homenagem à carnaúba, o símbolo vivo do Ceará”, comentou a educadora.

O Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Canindé, Paulo Magalhães Filho, também distribuiu chapéus. Após a bênção, uma multidão seguiu pelas ruas da cidade, levando a bandeira de São Francisco. Foram 1.200.

Comerciantes, romeiros e fiéis na Praça da Basílica jogaram dinheiro dentro do pano sagrado, pedindo um ano vindouro de inverno e de bons negócios. Os que tocaram a bandeira não se contiveram e foram às lágrimas.

Na saída da procissão, uma intensa movimentação tomou conta da Praça da Basílica, enquanto se ouvia a música MISCIGENAÇÃO do compositor canindeense Jota Batista. Isso gerou uma emoção geral.

É o momento da partida dos romeiros, fiéis de vários estados do Brasil que se juntam em um só coro de despedida durante o ato religioso.

O choro, a fé, devoção, aclamação e o misticismo formam o leque da força que o romeiro deposita em São Francisco: o médico, o juiz, o advogado, o Presidente da República, o governador e o prefeito dos pobres.

Na opinião do pároco e reitor do Santuário de Santo Antônio do Brasil, frei Marconi Lins que coordenou pela segunda vez a romaria, os romeiros chegam para pedir ao protetor da natureza o que não conseguem com as autoridades.

O franciscano disse que a romaria de Canindé tem três momentos emocionantes. Primeiro, na madrugada da abertura, quando é celebrada a missa com a presença de todos os padres que participam dos festejos e o hasteamento da bandeira de São Francisco.

O segundo, no dia dedicado ao santo, quando a imagem de São Francisquinho saiu pelas ruas arrastando multidões e, por último, com a bênção dos chapéus e o arreamento da bandeira.

Em cada cântico, a saudade marcante para quem permaneceu por 11 dias em retiro espiritual. Prova de fé dos peregrinos, que percorreram igrejas e locais considerados sagrados na terra os milagres, em pleno sertão.

Na despedida, frei Marconi não esqueceu as bênçãos que foram direcionadas aos ônibus, carros, caminhões e motos. “Que voltem em melhores condições para casa e na certeza do compromisso firmado com São Francisco”, enfatizou o pároco e reitor do santuário, que incluiu em sua oração os pés dos católicos devotos.

No fim, a benção da relíquia (osso de São Francisco), imagens, retratos, calendários, terços e medalhas. Todos esperavam uma gota de água benta chegar à lembrança adquirida na terra do homem que deixou de lado sua riqueza para pregar a palavra de Deus. Neste ano, segundo frei Marconi Lins, 2 milhões de fiéis passaram pela cidade durante o ano.

Um dos pontos altos da romaria foi um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Seguranças da Paróquia.

Foi à festa do reencontro do povo de Deus com suas origens. Para os romeiros, não importa o sofrimento, o que vale mesmo é estar perto do santo e poder cumprir o que foi acordado durante o ano. ‘’Me sinto curada e realizada. Se viva estiver no próximo ano estarei novamente em Canindé’’, garantiu a romeira da cidade de Caridade no Ceará Antônia Francisca Xavier de 49 anos.

O tema da Festa de 2017, quando a Paróquia comemora 200 anos de fundação, será; ‘’FRANCISCO RESTAURA A MINHA IGREJA’’.

Fotos e texto Antônio Carlos Alves
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