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DEPUTADO DANILO FORTE DEFENDE PROJETO DE COMBATE A FOME E DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS.


O deputado federal Danilo Forte apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei 6867/2013 que estabelece diretrizes para a Política Nacional de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos- PEFSA.

A proposição tem como objetivo combater à fome, a redução do desperdício de comida e a valorização da função social dos alimentos. Para o Deputado Danilo Forte, é necessário estabelecer regras para evitar que muitos alimentos se torne impróprio para o consumo humano. “Muitos alimentos ficam comprometidos para a ingestão, e isso ocorre desde a fase de colheita, passando pelo acondicionamento e transporte. Ilustrando a insegurança alimentar no Brasil e no mundo. Estima-se que a perda seja de 30 a 50% de tudo que é produzido, antes mesmo de chegar à mesa do consumidor”, disse. Quanto a erradicação da fome, o deputado chama a atenção para os altos índices de mortalidade pela falta de alimentos, pois “a fome é um dos problemas mais graves do mundo, matando mais pessoas do que malária, AIDS e tuberculose combinadas. Uma em cada sete pessoas se deita para dormir com fome. Devemos lutar para mudar esta grave situação. O parecer do deputado Danilo Forte será votado na Comissão de Seguridade Social e Família, se aprovado segue para CCJ.

Segundo ele, a fome hoje no Brasil mata mais que muitas guerras. Todos os dias são desperdiçados alimentos que poderiam matar a fome de milhares de pessoas que vivem sob a linha da pobreza.

‘’Precisamos criar meios de evitarmos esses desperdícios. A criação de órgãos comunitários em parceria com os Municípios ajudaria a forrar o estomago daqueles que muitas das vezes dormem sem ter o que e acordam na incerteza do que irão comer durante o dia’’, concluiu Danilo Forte.


No Brasil, anualmente, são desperdiçados 41 mil toneladas de alimentos, segundo Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil, uma instituição de pesquisa internacional. Isso coloca o Brasil, segundo ela, entre os dez países que mais perdem e desperdiçam alimentos no mundo. Viviane participou do Sustainable Food Summit da América Latina, evento promovido pela Rede Save Food Brasil, na tarde do dia 30 de agosto, em São Paulo, e que discutiu a perda e o desperdício com alimentos em todo o mundo.

“O Brasil está entre os dez principais países que mais perdem e desperdiçam alimento. Estamos falando da cadeia de perda e de desperdício. Perda que tem a ver com a colheita, a pós-colheita, com a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo, no supermercado e com o hábito do consumidor”, disse Viviane.

Essa perda e desperdício de alimentos têm diversas implicações. Uma delas é com relação à segurança alimentar. “Hoje temos aproximadamente sete bilhões de pessoas no mundo e a estimativa é que, em 2050, seremos nove bilhões. Enquanto isso, aproximadamente um bilhão de pessoas não tem acesso adequado e sofre com desnutrição e falta de alimento adequado. Então, primeiramente, essa é uma questão de segurança alimentar”, disse.

Segundo Allan Boujanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, cerca de 30% de tudo o que é produzido no mundo é desperdiçado e perdido antes de chegar à mesa do consumidor. Isso provoca, segundo a FAO, um prejuízo econômico estimado em US$ 940 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de R$ 3 trilhões.

Outras implicações, segundo Viviane, dizem respeito aos aspectos econômico e ambiental. “É um assunto que envolve uma questão social e de segurança alimentar, de impacto econômico, mas também de impactos ambientais e aí destacamos essencialmente a perda da biodiversidade, impactos na biodiversidade, impactos no uso do solo, na questão da água, da escassez da água, e também a questão do clima, das emissões de carbono”, disse.

Sobre a questão ambiental, Viviane disse que, se essa perda mundial com os alimentos fosse um país, ela seria o terceiro maior país do mundo por emissão de gás de efeito estufa, por exemplo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves
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