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QUEIMADAS VOLTAM A PREOCUPAR AUTORIDADES CEARENSES.


Agosto caminha para um dos meses mais agravantes no Sertão do Ceará, com relação ao desmatamento e conseqüentemente as queimadas. Do dia 1° de agosto até o último sábado (20), os dados dos satélites que varrem a atmosfera a todo instante e repassam as observações ao INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram dois pontos cujo poder de destruição encontra-se muito elevado.

O primeiro é no sul do Estado, região de Iguatu. A abertura de novas áreas para o plantio de milho e a queima para renovação de pastagem revelaram nesses primeiros 10 dias de dezembro, um numero assustador de queimadas. Segundo informações do próprio INPE, mais de 40 focos de queimadas foram registrados no Sertão de Canindé, no chamado “polígono da seca, entre os municípios de Canindé, Santa Quitéria, Boa Viagem, Madalena e Itatira”. Nesse ponto estratégico do Estado, tanto o número de queimadas, quanto a visão da vegetação atual coloca uma pergunta em questão: Em caso de desequilíbrio ecológico, como já ocorre em alguns pontos próximos à cidade de Canindé. Em questão, os formadores e levantadores da bandeira do progresso e desenvolvimento chegam a pensar em tal desastre num futuro não muito distante? Canindé não é abastecido por rios, como em outras cidades cearenses.


A totalidade de água consumida na cidade provém de poços artesianos controlados pelo SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgotos) e de uma adutora que percorre 53 quilômetros de General Sampaio até a Estação de Tratamento. Só que todos os anos, justamente no período da seca, diversos são os bairros da cidade que ficam a mercê da falta d’ água, justamente porque o volume concentrado no lençol freático diminui. Temos que colocar na balança também, que o consumo de água nesse período do ano por parte da população aumenta e muito. Sempre vemos aqueles que jorram água nos quintais e até no meio da rua para apagar a poeira. Temos que fazer uma breve análise do que sustenta um lençol freático relativamente raso na região de Canindé. São as águas pluviais, aquelas que provêm das chuvas no inverno sertanejo.

A cada ano o canindeense tem notado a drástica redução do volume de chuvas na região e também todos os anos mais e mais pessoas sofrem com a falta de água nas torneiras. Some isso ao crescente inchaço da população, na cidade que mais cresce nos Sertões de Canindé, com base em dados do IBGE. Haverá um tempo, que o vão pensamento daqueles que agora glorificam as conquistas pelas tantas toneladas de alimentos colhidas, as inúmeras arrobas que estampam o Estado, como um dos maiores produtores de grãos do Brasil, que no pesar da balança de todo esse auge de agora, do progresso revertido em curto prazo, à falta de água potável ecoará a um som terrível.

Não estão promovendo um desenvolvimento equilibrado em Rondônia. Plantar soja se faz necessário, expandir a criação de gado de corte e a bacia leiteira é mais do que necessário, é essencial tanto para a riqueza do Estado, como na geração de novas fontes de trabalho, desde que tudo seja planejado. Não há um estudo sequer de impacto em uma área de derrubada. A sociedade em si, só houve a palavra impacto ambiental quando uma grande obra é realizada, como agora no caso da construção das hidrelétricas do Madeira. A região do Cone Sul de Rondônia praticamente já está savanizada, em virtude do desmatamento que vem ocorrendo desde a década de 1980. Reverter à situação, isso hoje já é impossível, mas pelo menos frear ou liquidar o processo impensável das autoridades que sempre levam a bandeira do progresso, isso sim se faz necessário no hoje, no presente. Se esse ritmo de desenvolvimento prosseguir não só na região de Vilhena, como em grande parte de Rondônia, o bem mais precioso não demorará muitos anos para custar caro no bolso de todos. Lembre-se que estamos na Amazônia, o lugar concentra-se boa parcela da água doce disponível no mundo, mas tenha em mente também que o nosso subsolo é muito frágil e na maioria das vezes quando agredido, não tem mais retorno. Isso é uma questão a se pensar daqui por diante e não apenas acompanhar os dados previstos para o amanhã.


Mapa de queimadas do CPTEC/INPE releva apenas nos primeiros 14 dias de julho, 2982 focos de queimadas em todo o Brasil. Na imagem acima vemos que em Rondônia, a maioria dos focos concentra-se nas regiões de Vilhena e Ponta do Abunã.

O número de dias secos em Rondônia chega a 40 em todo o Estado e em alguns pontos do Cone Sul beira 80 dias sem nenhuma precipitação acima de 10 milímetros.

O mapa de risco de fogo projetado hoje assusta. Grande parte do Brasil e 100% de Rondônia apresentam condições críticas para propagação dos focos de queimadas.

A composição da vegetação atual observada entre os dias 1° e 30 de julho desse ano mostram como o avanço das áreas savanizadas é notório no centro de Rondônia. Boa parcela dessas áreas modificadas encontra-se nas terras do progresso; Regiões de cultivo de soja e criação de gado, sem estudo de impacto no meio ambiente.

Partimos agora para outro ponto estratégico do desenvolvimento em foco no Estado: A região da Ponta do Abunã. Segundo dados do INPE, o desmatamento nesse ponto cume de Rondônia ficou 40% mais limpo nos últimos dois anos, com relação às áreas de derrubada. Os focos de queimadas também relatados pelo INPE dão conta de como anda acelerado o desmatamento na região. O extremo oeste de Rondônia concentra boa parcela de área onde as matas mais vivas e mais antigas ainda estão intactas. Esse é o fator xis da questão que leva os madeireiros a procurarem métodos de desmate sem intervenção dos órgãos de fiscalização de imediato. Mesmo que com todas as ações do IBAMA, Policia Federal e outras entidades em cima, a corrupção do meio ambiente em Rondônia fala mais alto. Temos muitos grandes empresários e políticos da alta envolvidos nessa questão. A sociedade só faz agito quando a noticia é exposta à mídia em âmbito nacional, ai metem a cara frente às câmeras para criticar e criar meios de chacota em algumas pessoas, mas no cotidiano, no dia a dia ninguém vê, ouve ou fala nada. E assim caminhamos agora, um dos períodos mais críticos de seca no sul da Amazônia não vista na intensidade atual há anos. Mesmo assim preferem seguir com a bandeira do desenvolvimento à frente, a que pensar em idéias que beneficiem o progresso, mas não atinja de imediato o meio ambiente. O futuro de que m reside nesse lugar já está traçado, pena que numa visão negativa. 

Dados: INPE – EMBRAPA – IBAMA – SAAE – IBGE.

Fotos de Antônio Carlos Alves
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