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NO CEARÁ: GENERAL SAMPAIO É A TERRA DA GALINHA CAIPIRA.


O sabor da carne e o baixo teor de gordura mantêm as mesmas características das galinhas de capoeira do "tempo da vovó", o que é um diferencial de mercado. Ao contrário do frango de granja, a ave "pé duro" pode desenvolver suas aptidões naturais, daí a qualidade da carne ser maior.

Um Município no Sertão do Ceará, no VALE DO CURU, é a terra da galinha caipira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), moram hoje no General Sampaio 6.691 habitantes, e a proporção é de 12 galinhas para cada morador. Elas estão em toda parte, na sede e na zona rural. Galinhas caipiras ou simplesmente caipiras, ponto de equilíbrio entre o passado e o futuro, entre a rusticidade e produtividade, voltam a despertar o interesse de pequenos produtores, atentos às novas demandas de consumidores que não gostam mais do frango de granja, criado preso em gaiolas. A velha galinha chamada vulgarmente de "pé duro", ou carijó criada no fundo do quintal ou solta nas capoeiras de pequenas propriedades do sertão, tem sabor inigualável.

As condições de bem-estar nas quais são criadas é um dos fatores determinantes para a qualidade do produto. Ao contrário dos frangos de granja, a galinha caipira pode desenvolver suas aptidões naturais, como conviver em grupo, ter espaço para se movimentar, abrir as asas e pastar à vontade. Soltas em galináceos ou no terreiro, as condições sanitárias devem ser observadas no que se refere à vacinação e vermifugação.

Em General Sampaio, a atividade é uma alternativa de complementação de renda para os pequenos produtores da agricultura familiar, que já participaram de vários cursos sobre a criação de galinha caipira, promovido pela Prefeitura Municipal, com o apoio do SEBRAE.


Além da capacitação, as comunidades foram beneficiadas com infraestrutura para criação de aves soltas. A principio, os pintos foram criados em regime de semi-confinamento, com espaço suficiente para se locomover e levar sol. Com um mês, ficam soltos no quintal de casa com direito a percorrer todo o terreno da criação.

Os produtores confirmam que a galinha caipira está conquistando o gosto do consumidor por causa de suas propriedades nutricionais. “O sabor da carne e o baixo teor de gordura mantém as mesmas características das galinhas de capoeira do tempo da vovó”. As galinhas são criadas assim, soltas. Livres no quintal ou em galináceos, pastando à vontade. Só param quando o sol está quente'', explica Francisco Alves de Sousa, do Assentamento da Fazenda Ramalhete.

Atualmente, existem em General Sampaio 55 criadores diretos escalonados. Todos os dias, cada produtor coloca 60 frangos expostos à venda para serem utilizados em programas sociais da Prefeitura. Essa produção é vendida para Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a preço de R$ 10,00 o quilo.

Toda produção é repassada para as instituições como escolas, hospitais, casa de apoio ao idoso, creches, centros de educação infantil e órgãos credenciados com direito a receber o benefício alimentar.

“Os produtores são assistidos diretamente por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente”. O projeto é assegurado pelo Banco do Nordeste e o Governo do Estado'', ressalta a prefeita da cidade, Ediene Monteiro do Nascimento. Segundo ela, devido à grande aptidão pela criação da ave, já existe um movimento para a realização do I Festival da Galinha Caipira de General Sampaio, já neste ano.

A galinha caipira do município é tão famosa que até o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Cid Gomes e o Governador Camilo Santana já degustaram a culinária da cidade. “É um trabalho voltado para atender os pequenos criadores”. O grande desafio é manter essa política de sustentabilidade, onde o município entra com a infraestrutura e assistência técnica e o criador com a mão de obra'' ressalta o secretário municipal de desenvolvimento Regional, José do Egito. O superintende da Conab, Agenor Pereira, em visita à região, anunciou que mais R$ 600 mil serão liberados em 2014 para o fortalecimento da agricultura familiar, principalmente para a criação de galinha caipira.

Um pinto matriz custa R$ 2,00 e, em General Sampaio, a cada 90 dias, os produtores recebem, cada um, 100 pintos CPK e gigante negro. O prazo para abate é de 85 a 90 dias. Cada galinha chega pesar 2,2 quilos.

Algumas aves possuem o pescoço pelado. Outras, várias cores, podendo apresentar penas pretas, brancas, marrons ou vermelhas. Por incrível que pareça, a ave é parente dos répteis, ou seja, das cobras e lagartos. Ao observar a perna de uma galinha, é fácil perceber que possui escamas como de um lagarto.

“É um projeto seguro, com venda certa”. A Conab compra toda produção e repassa para o município que utiliza na merenda escolar das crianças, pacientes do hospital, enfim, é utilizado na alimentação dos moradores da cidade'', finalizou o superintendente da Companhia.

Condições de produção

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), José Filho, é importante que todos os municípios que utilizam esse método de vender seus produtos para merenda escolar atendam a resolução 38, de 16 de julho de 2009. "É necessário e obrigatório que a Secretaria de Educação só pode comprar os produtos dentro do processo de inspeção municipal com o aval de um médico veterinário da cidade", disse.

O secretário José do Egito disse que a Prefeitura Municipal observa estas exigências, até mesmo para poder manter os convênios de participação nos programas federais e estaduais de segurança alimentar.

“Todas as entidades comunitárias participantes da parceria aceitam a inspeção municipal para compra de seus produtos, como forma de atender às exigências das instituições federais e estaduais”. A fiscalização é feita dentro da própria área de produção e os alimentos são repassados para as escolas, hospitais, creches e entidades que cuidam de idosos, entre outros segmentos sociais'', explica ele.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, General Sampaio não tem o selo de inspeção federal, mas conta com o municipal. “Nós estamos trabalhando o selo de qualidade, como todos os outros municípios que estão nessa luta e, hoje, contam com a assessoria da Associação dos Prefeitos do Ceará APRECE’’, disse o técnico Nonato Alves”.

São três os selos de controle de qualidade dos produtos alimentares: os Selos de Inspeção Municipal (SIM); o de Inspeção Estadual (SIE); e de Inspeção Federal (SIF), conforme disse.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves
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