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MOSCA DO CHIFRE VOLTA ATACAR REBANHOS NOS SERTÕES DE CANINDÉ.


Além da queda o coice. Com cinco anos de seca terrível, a inimiga da pecuária, tem deixado criadores dos Sertões de Canindé com as mãos na cabeça, devido à falta de água e pasto para os animais. A situação piora a cada dia. Muitos criadores estão vendendo seus rebanhos para não verem morrer de fome. Outro tormento, vem o ataque da mosca do chifre. Nas regiões de Bonito, Conceição, Guarani, Bom Lugar, Esperança e Targinos, os animais estão sendo atacados diariamente pelo inseto que causa desconforto entre os rebanhos. A Reportagem flagrou 35 moscas atacando uma vaca na localidade de Conceição.

Segundo os criadores, em Santana da Cal, Bonito e Santa Luzia a situação preocupa porque além de não ter mais o que comer, os animais ficam expostos aos ataques constantemente.

Outro grave problema é a falta de assistência técnica no campo. A EMATERCE está abandonada, sem técnicos para atuar nessa área. O único especialista no assunto se aposentou e ninguém veio para preencher a vaga e os veículos para as visitas de campo, estão caindo os pedaços. Até combustível é difícil a disponibilidade para as viagens.

Esse fenômeno gera inúmeros prejuízos no rebanho brasileiro. Felizmente, esse é um problema que pode ser controlado. A ectoparasita afeta o rebanho especialmente no período de chuvas e altas temperaturas, condições muito frequentes em nosso território. No Brasil, estudos apontam que os prejuízos podem chegar a US$ 150 milhões ao ano.

Para entender melhor o problema, a mosca do chifre, Haematobia irritans, teve sua origem na Europa, sendo identificada no Brasil pela primeira vez em 1978. Aqui, encontrou todas as condições favoráveis para seu desenvolvimento e, em 1990, já estava presente em todo o território nacional.

CICLO DE VIDA DA MOSCA DO CHIFRE.

O ciclo da mosca do chifre dura, em média, dez dias e iniciam-se quando a mosca põe os ovos nas fezes dos animais. Nas horas mais frescas do dia, uma grande população de moscas adultas migra para as partes mais baixas do animal, concentrando-se na região do abdômen, para posteriormente realizar a postura sobre o bolo fecal fresco.

Em boas condições de temperatura e umidade, os ovos eclodem e, em 24 horas, se transformam em larvas. Após três a cinco dias, as larvas se transformam em pupas, alimentam-se nas fezes e, depois de quatro a oito dias, já se tornam moscas adultas. As moscas alimentam-se exclusivamente de sangue e passam praticamente toda a sua vida sobre seu hospedeiro. Na ausência de animais, podem voar por até 14 quilômetros, sobrevivendo por um período de 28 a 40 dias, dependendo das condições climáticas. No período das águas e em anos de maior temperatura e umidade, são maiores as chances de infestação.

CONTROLE E TRATAMENTO.

Na maioria dos estados brasileiros, as altas infestações ocorrem no início e final do período chuvoso e é este o momento correto para se planejar o controle e tratamento da mosca do chifre, de acordo com os estudos de dinâmica populacional, que definem as melhores épocas de controle em relação ao nível de infestação nos animais.

Atualmente, um dos métodos mais eficazes para o tratamento e controle da mosca do chifre é a utilização de brincos mosquicidas que protegem os animais por até 150 dias. 


MOSCA DO CHIFRE VOLTA ATACAR REBANHOS NOS SERTÕES DE CANINDÉ.

Além da queda o coice. Com cinco anos de seca terrível, a inimiga da pecuária, tem deixado criadores dos Sertões de Canindé com as mãos na cabeça, devido à falta de água e pasto para os animais. A situação piora a cada dia. Muitos criadores estão vendendo seus rebanhos para não verem morrer de fome. Outro tormento, vem o ataque da mosca do chifre. Nas regiões de Bonito, Conceição, Guarani, Bom Lugar, Esperança e Targinos, os animais estão sendo atacados diariamente pelo inseto que causa desconforto entre os rebanhos. A Reportagem flagrou 35 moscas atacando uma vaca na localidade de Conceição.

Segundo os criadores, em Santana da Cal, Bonito e Santa Luzia a situação preocupa porque além de não ter mais o que comer, os animais ficam expostos aos ataques constantemente.

Outro grave problema é a falta de assistência técnica no campo. A EMATERCE está abandonada, sem técnicos para atuar nessa área. O único especialista no assunto se aposentou e ninguém veio para preencher a vaga e os veículos para as visitas de campo, estão caindo os pedaços. Até combustível é difícil a disponibilidade para as viagens.

Esse fenômeno gera inúmeros prejuízos no rebanho brasileiro. Felizmente, esse é um problema que pode ser controlado. A ectoparasita afeta o rebanho especialmente no período de chuvas e altas temperaturas, condições muito frequentes em nosso território. No Brasil, estudos apontam que os prejuízos podem chegar a US$ 150 milhões ao ano.

Para entender melhor o problema, a mosca do chifre, Haematobia irritans, teve sua origem na Europa, sendo identificada no Brasil pela primeira vez em 1978. Aqui, encontrou todas as condições favoráveis para seu desenvolvimento e, em 1990, já estava presente em todo o território nacional.

CICLO DE VIDA DA MOSCA DO CHIFRE.

O ciclo da mosca do chifre dura, em média, dez dias e iniciam-se quando a mosca põe os ovos nas fezes dos animais. Nas horas mais frescas do dia, uma grande população de moscas adultas migra para as partes mais baixas do animal, concentrando-se na região do abdômen, para posteriormente realizar a postura sobre o bolo fecal fresco.

Em boas condições de temperatura e umidade, os ovos eclodem e, em 24 horas, se transformam em larvas. Após três a cinco dias, as larvas se transformam em pupas, alimentam-se nas fezes e, depois de quatro a oito dias, já se tornam moscas adultas. As moscas alimentam-se exclusivamente de sangue e passam praticamente toda a sua vida sobre seu hospedeiro. Na ausência de animais, podem voar por até 14 quilômetros, sobrevivendo por um período de 28 a 40 dias, dependendo das condições climáticas. No período das águas e em anos de maior temperatura e umidade, são maiores as chances de infestação.

CONTROLE E TRATAMENTO.

Na maioria dos estados brasileiros, as altas infestações ocorrem no início e final do período chuvoso e é este o momento correto para se planejar o controle e tratamento da mosca do chifre, de acordo com os estudos de dinâmica populacional, que definem as melhores épocas de controle em relação ao nível de infestação nos animais.

Atualmente, um dos métodos mais eficazes para o tratamento e controle da mosca do chifre é a utilização de brincos mosquicidas que protegem os animais por até 150 dias.




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