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EMPRESÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE PRETENDE PLANTAR ÁRVORE DE CARNAÚBA EM CANINDÉ.


Um empresário do Rio Grande do Norte pretende pagar uma promessa inusitada na cidade de Canindé. Erasmo Batista dos Santos da cidade de Currais Novos anunciou na sua página que deverá vir a Canindé para manter contatos com a Paróquia de São Francisco e a Prefeitura, para plantar 200 árvores de Carnaúba em locais de grande visitação turística. Essa planta é considerada a árvore da vida, o meio de sobrevivência do sertanejo em épocas ruins.

O motivo da promessa ele não revelou, mas deixou transparecer que é um grande produtor de cera da planta em seu Estado.

A Carnaubeira é apontada como uma das árvores mais valiosas, do ponto de vista econômico para o Nordeste do Brasil razão porque é destaque nas bandeiras do Rio Grande do Norte, onde aparece de forma bem evidente, e na bandeira do Ceará, cujo desenho faz parte do Brasão do Estado presente na bandeira. Encontrada em todo Nordeste, é nos Estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte onde ela ganha expressão econômica. Nesses estados representa geração de emprego e renda durante todo o ano, sendo muitas vezes, a única atividade, em muitas localidades. No Ceará é considerada a árvore da vida


‘’A carnaúba, como planta isolada, já me era muito familiar. Em Natal, ela é árvore ornamental de ruas e jardins, mas o carnaubal é diferente: ele forma cenários belíssimos na região, verdadeiros oásis em meio àquela vegetação seca. E, se já gostava dessa palmeira, foi pesquisando sobre sua utilidade e importância, que entendi o real significado do nome como ela é conhecida Árvore da Vida’’, disse o empresário.

A carnaubeira (Copernicia prunifera) é uma árvore que pertence à família das palmeiras (família Arecaceae). O nome Carnaúba vem do tupi e significa "árvore que arranha". A resistência e longevidade da carnaúba sempre foi motivo de orgulho e satisfação para os sertanejos. A "árvore da vida" como é conhecida consegue suportar as adversidades da caatinga, como exemplo de resistência e poder produtivo. Países como Alemanha, Índia, Japão e Estados Unidos tem investido, sem sucesso, na tentativa de cultivar a Carnaúba em virtude da importância da cera extraída de suas folhas.

A Carnaúba que também é chamada de Carandá ou Carnaíba atinge em média 15 metros de altura. Sua copa é formada de leques, o tronco é parcialmente coberto por uma base de sulcos, em forma de hélice. Possui numerosas flores minúsculas e frutos em cachos, com cerca de 3 cm de comprimento. As maiores concentrações de carnaubais encontram-se nos estados do Piauí e Ceará, sempre nos vales dos rios e terrenos arenosos. Intimamente ligada a seu habitat, a carnaúba é de grande longevidade, podendo viver até 200 anos.


O aproveitamento dessa palmeira é múltiplo e integral. Como bem diz o sertanejo "na carnaúba nada se perde"! Endêmica do semiárido nordestino, a árvore da vida, oferece uma infinidade de usos ao homem. É utilizada de forma que não prejudica nem a planta nem o meio ambiente. Suas palhas são retiradas e postas para secar ao sol, sem consumo de energia produzida de maneira poluente. Na retirada da cera, o que resta se torna adubo. A Carnaúba é importante para a natureza, e imprescindível para a economia da região.

O lenho da carnaúba é resistente, podendo ser usado no na construção de edificações rústicas, e como lenha pesada. Inteiro, o estipe da carnaúba costuma ser usado como poste; fragmentado ou serrado, fornece ótimas porções de madeira usadas em construções, podendo também ser aplicada na marcenaria de artefatos torneados, tais como bengalas e objetos de uso doméstico. No Nordeste brasileiro, habitações inteiras são construídas com materiais retirados da carnaúba. O tronco dá o emadeiramento, os esteios, as linhas. As terças. As ripas, os caibros, ou seja, a ossatura geral da construção. Mais ainda. Todo mobiliário e utensílios são de carnaúba. As prateleiras, as mesas, os bancos, o armário são de taboas de carnaúba, porque essa palmeira fornece taboas sólidas e resistentes.


Com suas folhas fazem-se telhados e coberturas de casas e abrigos. As palhas fortes e lisas prestam-se para a confecção de acessórios os mais variados. Tecem-se esteiras, urupemas, as peneiras usadas no nordeste, a vassoura, o abanador e até sacos sólidos e duradouros para o transporte e acondicionamento dos cereais. A palha macerada e batida reduz-se a fibras, e temos uma nova série de produtos - os artefatos de fibras: as cordas, os trançados e até redes.

A carnaúba produz um fruto comestível, que fornece uma fécula do mesmo valor alimentício que a mandioca. Seus frutos comestíveis e abundantes, quando verdes, constituem boa ração para o gado. Quando seco fornece um óleo fino. Torrados e moídos dão uma bebida semelhante ao café.

As raízes, principalmente da carnaúba conhecida como branca, são tradicionalmente reputadas como de propriedades medicinais no tratamento de algumas doenças. Possui propriedades diuréticas e usadas como chá é indicada para o tratamento do reumatismo e da sífilis.

A cera de carnaúba já chamava a atenção desde o tempo do Brasil Colônia. Usada para fazer as velas que iluminava as casas da nobreza europeia, tornou-se. Já naquela época, em um dos principais produtos de interesse dos portugueses. O consumo aumentou nos séculos seguintes e atingiu o auge nos anos 50, quando a produção de cera chegou a atingir 100.000 toneladas. Hoje, a cera de carnaúba é um insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais. Os principais mercados consumidores são os Estados Unidos, a Europa e o Japão. Vale lembrar que a cera de carnaúba, por ser um produto extrativista regional, tem como único país produtor e exportador o Brasil.


A cera, principal produto obtido da carnaúba é, ainda hoje, extraída por processos manuais bastantes rudimentares: depois de cortadas, as folhas novas são estendidas pelo chão e postas ao sol, por vários dias, para secar. Quando as folhas secam e a película de cera que as recobre se transforma em um pó esfarinhado, elas são levadas para um quarto escuro, sem janelas. Ali, são rasgadas com grandes garfos e começa a "batedura" até que toda se desprenda na forma de minúsculas escamas brancas, e possa ser separada da palha. Depois esse pó é recolhido e levado ao fogo com um pouco de água em grandes latões. Essa calda transforma-se em uma pasta esverdeada, que é jogada em uma prensa rústica de madeira, a partir da qual se obtém uma cera líquida que depois é despejada em gamelas de barro ou de madeira até esfriar.

Em 1935, Herbert Johnson, presidente da empresa SC Johnson, fabricante das Ceras Johnson e de outros produtos de limpeza, vaio ao Ceará para pesquisar as potencialidades da carnaúba. A cera produzida aqui era o principal item para os produtos fabricados pela SC Johnson, e Herbert Johnson quis conhecer o potencial de cultivo da carnaubeira a fim de assegurar uma fonte de recursos renováveis e manejáveis. Em 1938, foi a vez de Sam Johnson, filho de Herbert, vir ao Ceará onde fez várias doações e Entidades do Estado.

Comercializada há mais de um século, a cera de carnaúba esteve presente na lista dos dez produtos de exportação do Brasil. Esse produto assumiu o seu lugar na indústria contemporânea e o mercado atendido hoje, vem ampliando suas aplicações na industrialização de diversos produtos:

Polidores: Utilizados na fabricação de ceras para polimentos de automóveis, assoalhos, sapatos, móveis. 

Fundição: Isolantes e moldes. Acabamento: Couros para calçados e afins.

Cosméticos: Cremes, batons. Embalagens de alimentos: Impermeabilizantes para frutas e queijos finos. Cola. Verniz, esmalte, papel, bombons. Goma de mascar e porcelanas. Lubrificantes: Graxas e óleos finos. Escritórios: Papel carbono, tintas. Limpeza: Detergentes e aromatizantes. Medicinais: Cápsulas de comprimidos

Informática: Chips de computadores e Código de Barra.

Imponente esbelta como a maioria das palmeiras brasileiras e, por isso mesmo, com alto potencial paisagístico, a carnaubeira deixou de ser apenas uma planta de grande beleza do sertão, para fazer parte do cenário urbano, ornamentando ruas, parques e jardins das cidades. Em Natal ela confere uma aparência distinta e um belo cenário em toda extensão da Rua Potengi, no Bairro de Petrópolis, e na Rota do Sol, uma longa avenida que nos leva ao Litoral Sul do Estado. Em frente ao Centro de Turismo também encontramos exemplares da magnífica carnaúba.

Texto e Fotos e Antônio Carlos Alves
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