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SERTANEJO SITIADO PELA SECA: UM FRÁGIL DEPENDENTE DAS VIGARICES FORJADAS POR ESPERTALHÕES FEDERAIS


A maior seca já registrada no Nordeste e a maior dos últimos 50 anos, não tem prazo para terminar. Além da chuva que insiste em não vir, por conta das alterações climáticas e do famigerado caminhão-pipa, que se tornou uma espécie de cabo eleitoral no Sertão Nordestino, incontáveis brasileiros esperam sentados pelas águas do São Francisco que Luiz Inácio Lula da Silva, hoje enrolado nas investigações de uma operação batizada de ‘’LAVA JATO’’, não confundir com ‘’LAVA JATO’’, de carros, motos, coisa pequena em relação aos atos cometidos pelos poderosos de Brasília, prometeu para 2006, 2008 e 2010, mas continuam onde sempre estiveram.

“Esta é uma das maiores obras já feitas no mundo que beneficiará 12 milhões de pessoas, o que significa vida e que nossos filhos não serão vítimas de doenças”, desandou Dilma Rousseff, eleita Presidenta da República, e, que hoje está afastada do cargo por conta de um catatau de denuncias contra seu Governo.


Isso foi dito em uma das escalas da expedição de ministros liderada pela mulher. O sonho solitário naufragou de vez no fecho do falatório: “Desta vez o sertão vai virar mar”. Ficou no sonho.

Conversa de 171. As carcaças de animais podem ser vistas a olho nu, a terra esturricada por falta de chuvas e projetos de irrigação que possa mudar esse cenário e os rostos defeituosos antes da morte física, atestam que o Sertão só virou mar em promessas e enganações eleitoreiras. Incumbida de concluir o que o padrinho mal começou, a Mãe do PAC deixou na orfandade o colosso forjado para transformar um palanque ambulante em D. Pedro III (ou simplesmente “Predo”).

Os canteiros de obras desertos confirmam que a transposição do São Francisco descansa no porão onde se escuta muita conversa desde 2009. A presidente afastada do cargo preferiu tapear o povo com vigarices menos complicadas. Por exemplo, mudar o nome do problema, aumentar a gastança com a “bolsa-estiagem” e nadar de braçada no oceano de flagelados que pagam com votos as esmolas federais.

“O sertanejo é antes de tudo um forte”, escreveu Euclides da Cunha no começo do século 20, em seu livro os ‘’SERTÕES’’. Passados 100 anos, o sertanejo castigado pela seca é antes de tudo um dependente de favores enviados para o Nordeste por espertalhões no poder. Conformado com o ofício de bolsista, parece satisfeito com a vida não vivida: não morrer de fome e de sede já está de bom tamanho. O voto dos desvalidos ficou bem mais barato que o apoio dos ricos, porque o Governo que jura só pensar nos pobres anda cada vez mais ágil e mais pródigo na hora de estender a mão aos bilionários em apuros.


Quando Luiz Gonzaga e Zé Dantas lançaram ‘’VOZES DA SECA’’, há exatos 63 anos, essa era a realidade de hoje.

Vozes da Seca

Luiz Gonzaga

Seu doutô os nordestino têm muita gratidão

Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão

Mas doutô uma esmola a um homem qui é são

Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão

É por isso que pidimo proteção a vosmicê

Home pur nóis escuído para as rédias do pudê

Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê

Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê

Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage

Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage

Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage

Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage

Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão

Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!

Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão

Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos

E pouca gente soube que vai terminando agora a estação das chuvas que não vieram. Nem virão tão cedo: começam agora os meses de estiagem no Sertão Nordestino. A maior das secas desde 1963 está longe do fim. 



Fotos e texto de Antônio Carlos Alves

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