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Sem Táxi a Praça de Canindé “Quebra que Aparta”


O litígio gerado entre camelôs e operadores de táxis, ao que tudo indica não foi gerado pela importante iniciativa da Administração da Prefeitura de Canindé de reformar a Praça Tomaz Barbosa, mas da decisão equivocada da gestão administrativa do Poder Executivo de transferir do seu local de origem o mais importante ponto de táxi da Cidade, ainda que sob a justificativa de construir no referido espaço, um Camelódromo. Não se deve “cobrir um santo descobrindo outro”.


É sabido que qualquer pessoa que compra ou vende sempre se desloca levando consigo alguma encomenda. Há ainda quem precisa levar compras, malas e bagagens de algum lugar para outro. Isso somente é possível em transporte apropriado para atingir o propósito. Quando se trata de prestar serviços de transportes é preciso saber que há uma relação direta que envolve o consumidor e o prestado do serviço essencial sob permissão que é regulada e fiscalizada pelo poder público municipal. Entre estes deve haver harmonia sob pena de prejudicar os negócios na Praça.


É inegável que a atual gestão pública de Canindé tem se esforçado na política de mobilidade, mas ainda anda muito longe do perfil urbanístico e paisagístico que se espera para uma cidade pólo que recebe em torno de aproximadamente dois milhões de romeiros por ser o destino da maior romaria Franciscana das Américas. A Gestão Municipal deveria ter buscado soluções da arquitetura e da engenharia e realizado a construção de um piso elevado à céu aberto com rampas e escadarias sobre o Posto de Táxi, que pode sim e deve ser mantido sob o teto de um Camelódromo, onde seria verificado o aumento da freguesia em face dos boxes e barracas ficar acima do mesmo espaço no melhor estilo e contorno arquitetônico. Isso é viável para uma cidade do Porte de Canindé.

Assim nos ensina o precedente da reconstrução do Mercado São Sebastião em Fortaleza, que não transferiu e tão pouco espantou o modal de transporte de que depende o mercado para se manter ativo economicamente. Os estacionamentos foram construídos no subsolo. Entretanto, isso é inviável para o Posto de Taxi de Canindé por haver em seu subsolo uma grandiosa galeria de esgoto feita de tijolos brancos formando dutos arqueados no mais belo estilo arquitetônico francês.

Parece que faltou uma maior participação entre os principais atores econômicos da maior Praça Comercial da Região Centro Norte do Estado do Ceará. Camelôs e operadores de Táxi são essenciais a população de Canindé. Isto posto é válido asseverar que o transporte é um fator essencial para manter um mercado fornecedor e consumidor economicamente ativo. Em última análise, qualquer decisão equivocada da Gestão Pública que venha a prejudicar camelôs e ou operadores de Taxi terá efeito bombástico sobre o mercado local. Isso ocorrendo, a Praça de Canindé “quebra que aparta”...




André Noronha Brasil
Acadêmico de Administração Pública
Universidade Federal do Ceará UFC
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