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PESQUISA APONTA O NORDESTINO COM O POVO MAIS FELIZ DO BRASIL.


Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada –mostra que o povo Nordestino é o mais feliz do Brasil. A situação de um país, em geral, se mede pelo Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de todas as riquezas produzidas - e pela renda, mas também pode ser medida por outro quesito: a felicidade, segundo o estudo 2015: Desenvolvimento Inclusivo Sustentável. A planilha foi divulgada no dia 28 de maio pelo (IPEA).

Em outubro de 2014, o Instituto pediu a vários brasileiros que dessem em uma escala de 0 a 10, uma nota sobre a satisfação pessoal. A média nacional foi 7,1, que coloca o Brasil na 16ª posição entre 147 países avaliados em uma pesquisa mundial do GALLUP WORLD POOL.

Em 2010, a nota da felicidade no Brasil era 6,8, conforme a mesma pesquisa. Com uma média de 7,38, a Região Nordeste é a mais feliz do país, seguida pelo Centro-Oeste (7,37), pelo Sul (7,2) e pelo Norte (7,13). Em última posição, ficou o Sudeste, com 6,68.

Na sua página virtual o Presidente do IPEA, Marcelo Neri, embora os indicadores mostrem crescimento econômico pouco expressivo este ano, a satisfação do brasileiro não tem sido afetada drasticamente. “Temos mais felicidade que dinheiro no bolso”, disse. “O brasileiro é consumista, mas não é isso que o define. Os dados mostram que a felicidade aumentou ao longo do tempo e que a variação de renda não implica em grandes variações de satisfação,” destacando que nenhum outro país é tão “insensível” à variação de renda, em comparação a outras nações. O IPEA aplicou o questionário em 3.800 domicílios.

No entanto, o estudo mostra que a satisfação aumenta conforme a renda sobe. Os brasileiros que não têm renda a nota média foi 3,73. Já aqueles que vivem com até um salário mínimo, a nota foi 6,53. Quem tem renda superior a R$ 5.451, a nota foi 8,36.

Em relação à escolaridade, pessoas sem instrução deram uma nota média de 6,4. Aqueles com o ensino fundamental completo, a nota foi 6,95, e com o ensino médio completo, 7,17. Com ensino superior completo, a média foi 7,85.

A pouca diferença entre as avaliações, segundo Neri, é por causa do aquecimento do mercado de trabalho e acesso ao ensino. “A educação no Brasil vem crescendo e saindo de níveis muito baixos. A oferta de trabalho aumentou e o preço dela diminuiu”.

O IPEA aponta que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou crescimento de 4,89% da renda per capita média da população no último ano. A diferença de a renda domiciliar per capita caiu 40,5% este ano. Esses dados, segundo o instituto, embasam as explicações sobre a satisfação do brasileiro.

O estudo segue as recomendações do Relatório Stiglitz-Sen, criado em 2008 a pedido do então presidente da França Nicolas Sarkozy, para a elaboração de um método alternativo de mensurar o crescimento de um país. Segundo o relatório, a riqueza deve ser medida pela renda e consumo das famílias, pela distribuição, estoque de riqueza e por medidas de bem-estar.

Para o povo sertanejo, a felicidade não se mede pela riqueza e sim pelas boas ações. ‘’É um procurando ajudar o outro. É com dizia São Francisco, pois é dando que se recebe’’, observa o professor de História, Francisco Neves que realiza estudo sobre a vida do homem do campo na cidade de Itatira.

Outro que segue o mesmo pensamento de Neves é João Francisco, do Centro Educacional São Francisco. ‘’Isso prova que o Nordestino é acima de tudo um forte, como disse Euclides da Cunha em seu livro os ‘’SERTÕES’’. ‘’Não importa a sua situação financeira, o que vale mesmo é o seu grau de felicidade, que não se encontra em todo ser humano’’, alfinetou.

Essa realidade dar provas de que o Nordestino, não precisa mais de esmolas. Ele conseguiu superar as desigualdades que antes humilhava o pobre sertanejo. Para isso bastar visita-lo em época de fartura, porque o maior Governo do pobre ainda continua sendo o bom inverno.

Fotos e texto de Antônio Carlos Alves

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