17 fevereiro 2016

NÃO É HORA DE RELAXAR: CANINDÉ TRAVA LUTA CONTRA MOSQUITO AEDES AEGYPTI.


A Secretaria de Saúde de Canindé realizou hoje no Bairro da Bela Vista uma verdadeira guerra contra o mosquito transmissor da dengue, da Zica vírus e da chikungunya. Mais de 20 profissionais participaram da mobilização que tem um só objetivo, evitar a proliferação do aedes aegypti.

A dengue completa 33 anos no Brasil. Considerada erradicada na década de 1950, a doença reapareceu em 1982. Deste então, atingiu milhares de pessoas e causou a morte de mais de 350 mil, por meio de sua variante hemorrágica.

Para as autoridades sanitaristas, o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, parece estar cada dia mais forte. Em Canindé, cidade considerada de alto risco pelas autoridades sanitaristas, a Secretaria de Saúde desenvolve várias ações para evitar a proliferação do inseto.

De acordo com a secretária de Saúde de Canindé, Salete Crisóstomo, diversas ações estão sendo desenvolvidas por agentes de endemias do Município, com o apoio da Coordenadoria Regional de Saúde, agentes comunitários de saúde, Núcleo de Mobilização Social, Programa Saúde da Família, Secretarias de Meio Ambiente, Infra Estrutura, Educação, Agricultura, Igrejas Católica, Evangélicas, Emissoras de Rádio, alunos de Escolas do Município, Professores, Coordenadores e Associações Comunitárias.

‘’Nessa batalha, a palavra chave é mobilização, tanto dos gestores, que precisam estar preparados para atuar de forma eficiente e planejada, quando da comunidade que precisa ser incentivada e se responsabilizar e atuar no enfrentamento da doença’’, ressalta a Secretária de Saúde Salete Crisóstomo.

‘’Nós estamos reafirmando a estratégia de que apenas com uma grande união, do Governo Municipal, da sociedade, das pessoas, de todos, envolvendo as escolas, a comunidade e com um forte comprometimento das autoridades em saúde pública em fazer o trabalho técnico que precisa ser feito, podemos combater a dengue’’, concluiu.

160 Agentes Comunitárias de Saúde, 19 médicos, 35 Guardas de Endemias, 19 Enfermeiras, formam o grupo de ação contra a dengue. Os Agentes de Endemias visitam casa a casa em busca de focos que apresentam as larvas do mosquito. A Secretaria de Saúde já realiza a UBV em locais de focos. O Guarda Eranilson Xavier Mariano, visitou várias residências do Bairro São Matheus e constatou que a maioria dos focos se encontra em tambores e caixas descobertas.


A previsão é que 22.603 domicílios sejam visitados em 31 localidades, dando prioridade aos locais onde o índice de infestação do mosquito estiver alto. Veja com é a reprodução do mosquito.

“Os ovos são depositados pelas fêmeas na superfície da água, ficando aderidos à parede interna dos recipientes, e daí tem início o período de incubação, que em condições favoráveis dura 2 a 3 dias, quando estarão prontos para eclodir. A resistência à dissecação aumenta conforme os ovos ficam mais velhos, ou seja, a resistência aumenta quando mais próximo estiverem no final de desenvolvimento embrionário. Eles podem se manter viáveis por 6 a 8 anos meses. A fase dos ovos é a de maior resistência de seu biociclo".

Já na segunda fase, as larvas são providas de grande mobilidade e têm como função primária o crescimento. Passam a maior parte do tempo alimentando-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água.

A duração de fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25° a 29º C) e de boa oferta de alimentos, é de 5 a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas em ambiente adequado. "A pupa agora é a nossa grande preocupação. Essa é a última fase aquática do mosquito. Depois desse processo ele está pronto para voar e começar seus ataques fazendo suas vítimas. A pupa não se alimenta, apenas respira e é dotada de boa mobilidade. Não é afetada por ação da larvicida. A duração da fase pupal em condições favoráveis de temperatura é dois dias em média", mostra o diretor de endemias da cidade’’, salienta Salete.


“Depois de grandes investidas, descobrimos que a pupa se mantém flutuando na superfície da água, o que facilita a emergência do inseto adulto”. Essa fase é dividida em cefalotórax e abdômen. A cabeça e o tórax são unidos, constituindo a porção chamada cefalotórax. A pupa tem um par de tubos respiratórios ou abdômen, que atravessam a água e permitem a respiração, por esta razão nós estamos atacando com muito rigor também a pupa.

"Macho e fêmea alimentam-se de néctar e sucos vegetais, sendo que a fêmea, depois do acasalamento, necessita de sangue para a maturação dos ovos". No último Levantamento feito por Amostragem (LIA), de 2016, o índice pontua 20.8%. "Com o nosso trabalho iremos reduzir esses índices, para isso, precisamos contar com o apoio de todos", diz ela.

VACINA AINDA NÃO FOI COLOCADA NO MERCADO.

Apesar de já anunciada por representantes do Governo Federal e do Instituto Butantã em São Paulo, a vacina contra a dengue ainda deve demorar mais alguns anos para ser concluída. Os testes para o medicamento começaram em 2007, conforme o Instituto, e a previsão inicial era que neste ano o Brasil já pudesse começar a vacinar principalmente crianças e jovens, de forma preventiva. Com o tempo, o objetivo é tornar essa medicação parte do calendário infantil de vacinas.

"A vacina que está sendo produzida pelo Butantã é a tetravalente, protegendo contra quatro tipos de vírus da dengue. E são esses subgrupos que tornam mais difícil a produção de uma vacina que seja eficaz, já que é necessário fazer uma combinação de todos os vírus para obter um resultado satisfatório", explica a Secretária.

Oficialmente, até agora, não há data definida para a produção em escala comercial da vacina contra dengue. Ainda faltam algumas validações do trabalho já feito. Salete diz que outra iniciativa para a produção de uma vacina com base em proteínas do vírus da dengue está no Laboratório da Universidade Estadual do Ceará (UECE), numa pesquisa que já duras oito anos.

"Isto nos deixa feliz porque a Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, se capacita para produzir a vacina. Testes em macacos já deram bons resultados", comemora. Ela lembra que o pesquisador Luiz Tauil, da Universidade Federal de Brasília, um grande estudioso no assunto, disse em um recente relatório sobre a dengue, que o mosquito Aedes aegypti estar mais bem adaptado ao cenário urbano e ao calor excessivo, tornando mais difícil seu controle.

"Se o prognóstico do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, dando conta de que a terra poderá ficar até quatro graus mais quentes até 2050, se concretizar, a proliferação de insetos vetores, como os que causam a dengue e a malária poderão aumentar", lamenta Salete.
Para ela, a grande esperança para combater o mosquito transmissor da dengue é a descoberta da vacina. "Enquanto a vacina não chega, estamos criando mecanismos para controlarmos a doença, e, colocamos uma ferramenta como o Pesca Pupa, que irá nos ajudar em muito nessa luta” acredita.

O prefeito de Canindé, disse que apenas com uma união de todos, vamos vencer a guerra contra a dengue poderá ser vencida. "Estamos apoiando as novas ideias".



Fotos de João Paullos.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Canindé.

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