18 fevereiro 2016

ESTIAGEM JÁ COMEÇA A PREOCUPAR AGRICULTORES DE CANINDÉ


Num dia chove, no outro não, no outro dia também não e tampouco no seguinte. A escassez de água numa época que já deveria chover em abundância é a atual rotina em cidades do interior dos Sertões de Canindé.


O problema, no entanto, é que esses Municípios são grandes produtores de milho e feijão e, neste caso, a falta de chuva leva diretamente a uma escassez de dinheiro – não somente para os plantadores, mas para a economia local, uma vez que o faturamento do campo ajuda a girar as atividades na zona urbana.

A “seca”, como alguns já chamam esse período de escassez de chuva, já está preocupando até mesmo o prefeito de Canindé, que nasceu no campo, filho de agricultor. “Eu me preocupo agora é com a economia local, por causa desta seca que afeta a produção de grãos no município há mais de quatro anos”, disse o prefeito, que tem buscado alternativas para socorrer o sertanejo.


Na manhã desta terça-feira, 16 de fevereiro, acompanhada do vereador Josenildo Miguel, que tem bastante contato com o setor rural, a reportagem do C4 NOTÍCIAS O POVO ON LINE visitou um agricultor de Canindé que já está sofrendo na pele a falta de chuvas nesse período.

O plantador de lavouras Samuel Sales, de 25 anos, que tem três hectares plantadas de milho, diz que a escassez de chuvas já o prejudica.


“Nesta mesma época, ano passado, eu me lembro de que dava uma chuva a cada quatro ou cinco dias. Agora já faz mais de 10 dias que não chove. Ele já usa uma mangueira para regar o plantio de milho, temendo o pior. “A única saída é essa, senão eu vou perder o plantio e o tempo de trabalho, que começou no final do mês de dezembro de 2015”, disse à reportagem.

Segundo uma apuração do C4 NOTÍCIAS O POVO ON LINE, já há casos de agricultores do interior que estão replantando as terras e ampliando o prejuízo na lavoura. A preocupação principal agora, segundo o agricultor, é a produtividade do milho. “Se atrasar muito a chover, a produção de milho que é plantada no final de janeiro para início de fevereiro poderá estar comprometida para o ano que vem”, diz Samuel.

Ao que tudo indica, não são só os agricultores que se preocupam com a estiagem deste ano. Os pecuaristas também sofrem. Um criador de boi de Cerejeiras, que não quis se identificar, explica: “O atraso das chuvas retarda também a fertilidade das fêmeas, que vão demorar a criar”. E também pode atrasar a engorda do boi. E, se piorar muito, pode faltar água em bebedouros para o gado”, diz o criado.

Uma questão também levantada pelo pecuarista é sobre a criação de bois confinados, que dependem do milho e da soja para ser alimentados. “Se a falta de chuvas prejudicar a produtividade do milho, vamos pagar mais caro pelo grão no ano que vem”, analisa.



O ponto levantado pelos agricultores, como também afirmou o prefeito de Canindé no início desta reportagem, é que a falta de chuvas possa afetar toda a economia nos Sertões de Canindé.


Se isso ocorrer, como parece que vai acontecer, o prejuízo do campo será transmitido para a cidade. Nota: quando essa reportagem estava sendo feita, na manhã desta quarta-feira, 17, havia um sinal de que poderia chover. “Mas, mesmo se chover de hoje em diante, ainda assim teremos prejuízos com a estiagem que enfrentamos até agora”, diz o agricultor Samuel.

FOTOS E TEXTO DE ANTONIO CARLOS ALVES.

0 comentários:

Postar um comentário

Pedimos aos usuários que logo abaixo da caixa de comentários ao invés de anonimo, coloquem nome/url e coloquem a identificação a fim de comprovar seus cometários, é muito importante que vcs se identifiquem assim suas opiniões serão mais aceitas. Aos que persistirem no anonimato será feita a devida moderação nas palavras e afirmações comentadas.

Não utilizem palavras ou frases que ataquem ou agridam a outrem direta ou indiretamente, o portal C4 Notícias modera os comentários mas não se responsabiliza pelas opiniões deixadas por seus leitores.

att
Equipe C4 Notícias

Copyright © C4 - Notícias de Canindé | Designed With By Blogger Templates
Scroll To Top