17 fevereiro 2016

ÁGUA PARA TODOS SUPERA META DE INSTALAÇÃO DE CISTERNAS.


Tecnologias de abastecimento implantadas pelo programa atendem a mais de cinco milhões de pessoas na região semiárida.

O Município de Canindé, no Sertão do Ceará estar entre os beneficiados com o programa água para todos, que tem como finalidade frear o êxodo rural, acabar com o coronelismo e melhorar a qualidade de vida das famílias que moram em áreas de Semiárido.

58 comunidades foram atendidas, gerando a construção de 736 cisternas de placas, garantindo água para 2.300 famílias. ‘’A região faz parte do projeto que foi implantado em todo país, dando assim uma nova dinâmica para muitas pessoas que antes tinham que andar vários quilômetros a pé para conseguir água, muitos das vezes de procedência duvidosa’’, comemora o prefeito.

Foram mais de 40 meses de trabalho, R$ 6,1 bilhões investidos, 1,2 mil cidades atendidas e mais de cinco milhões de brasileiros contemplados. Esse é o resultado do programa Água para Todos, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (MI).

A meta estabelecida de instalação de cisternas em 2011 – eram 750 mil até o fim de 2015 – foi ultrapassada: até novembro, 771.344 haviam sido distribuídas.

“A conclusão deste primeiro ciclo da Água para Todos foi surpreendente. Além de superamos a meta pública, também atendeu a um número maior de famílias”, diz a secretária de Desenvolvimento Regional, Adriana Alves.

No Ceará, Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, além do norte de Minas Gerais, desde 2003 o governo federal instalou mais de 1,1 milhão de cisternas, que representam uma capacidade de armazenamento de 17,6 bilhões de litros de água.

Para o agricultor José Saraiva morador de Ipu Monte Alegre em Canindé contemplado com uma cisterna de placa, a vida ganhou outro sentido após ter acesso ao abastecimento de água.

“A realidade aqui era muito difícil. Ficávamos doentes com frequência e nossos filhos não podiam estudar. Hoje temos água para beber e cozinhar. Sinto-me morando na beira do Rio São Francisco”, afirma.


A mudança se reflete em diversos aspectos. “As pessoas tinham de deixar suas casas para buscar uma vida melhor na cidade grande. Quem ficava sofria muito, não só pela falta de acesso mais pela (má) qualidade da água que tínhamos por aqui. Arriscávamos a vida bebendo água contaminada”, relembra José.

O produtor conta que, com as primeiras chuvas de janeiro deste ano após a instalação da cisterna, foi possível acumular seis mil litros de água. “Quem sofre com a seca severa do sertão sabe o valor que isso tem.” As cisternas têm capacidade para acumular 16 mil litros de água, quantidade suficiente para atender a demanda da família por até seis meses.

O próximo passo do programa é dar sequência à implantação dos sistemas coletivos de abastecimento - mais de 1.600 já foram instalados - e ao investimento nas tecnologias de segunda água, como barreiros, pequenas barragens, poços e kits de irrigação.

“As tecnologias de segunda água são fundamentais para universalizarmos o acesso à água no semiárido”, afirma Adriana.

O Programa tem recursos oriundos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e contra partida do Fundo de Combate a Pobreza – FECOP.

FOTOS DE ANTONIO CARLOS ALVES
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PMC.

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