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MPCE e Polícia Civil deflagram operação "De pai para filho" em Pedra Branca

A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva entre agentes públicos, familiares e proprietários de empresas prestadoras de serviço à Prefeitura

O ex-prefeito de Pedra Branca (a 261,6 quilômetros de Fortaleza) Antônio Góis Monteiro e dois filhos do ex-gestor foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento nesta quarta-feira, 25, em operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). Denominada “De pai para filho”, a operação foi deflagrada na manhã de hoje e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva (prisão) contra agentes públicos, familiares e proprietários de empresas prestadoras de serviço à Prefeitura de Pedra Branca. Para ex-prefeito, ação tem "conotação política".

Segundo o MPCE, o grupo é investigado em crimes como fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos em Fortaleza, Pedra Branca, Boa Viagem, Maracanaú, Quixadá e Canindé. Os crimes investigados dizem respeito aos anos de 2010 a 2012.

Foram alvo de condução coercita o ex-prefeito Antônio Góis Monteiro Mendes, bem como de seus dois filhos Lucas Pereira Mendes e Mateus Pereira Mendes, além de outros investigados. Na residência dos investigados também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Ao O POVO Online, Mateus Pereira Mendes afirmou que ele, seu pai e seu irmão atenderam a convocação de oficial de Justiça e repassaram as informações solicitadas pela Polícia e Ministério Público. Ele disse que jamais ocupou função pública no município ou teve qualquer relação com ente público.

O ex-prefeito Antonio Góis disse que a operação tem "conotação política". "Fui prefeito por oito anos e minhas contas estão todas aprovadas", afirmou. Ele pontuou que já fez sua defesa aos investigadores. 

O promotor Marcos William afirmou que os investigados foram liberados após prestarem esclarecimento. Os trabalhos são coordenados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com os promotores de Justiça das respectivas cidades e com a Polícia Civil do Estado do Ceará.

Investigações

Segundo o MPCE, foram constatadas nas contas dos investigados movimentações financeiras incompatíveis com os ganhos declarados. Ao verificar a origem dos valores, afirma o MPCE, foi constatado que parte deles era oriunda de empresas que prestavam serviços à Prefeitura em áreas como locação de veículos, construtoras, dentre outros. A suspeita do Ministério Público é de que se trate de esquema criminoso. 

Empresas

As empresas investigadas são R3 Serviços e Locação de Veículos LTDA; JL Distribuições e Transportes LTDA; Mack Serviços de Cobranças LTDA; Primor Construções LTDA; COTEC Construção, Transporte e Tecnologia LTDA e LPM Projetos e Apoio Administrativo LTDA-EPP.

O proprietário da empresa R3 Serviços, Glauco Nunes Freitas, afirmou, por telefone, que não se manifestará sobre as investigações do MPCE até ter informações sobre o caso. 

O POVO Online entrou em contato com a empresa Mack Serviços de Cobranças, mas os proprietários não estavam presentes. É aguardado retorno. A Primor Construções também foi buscada, mas ainda não se pronunciou.

A empresa JL Distribuições e Transportes e Cotec Construção, Transporte e Tecnologia não foram localizadas. O POVO Online também tentou contato com a empresa LPM Projetos e Apoio Administrativo, mas foi informado que os proprietários só estarão no local na quinta-feira, 26.

Erramos: A primeira versão dessa matéria dizia que o ex-prefeito Antonio Góis e os filhos haviam sido presos. O correto é que eles atenderam a mandado de condução coercitiva e prestaram depoimento em delegacia.

Redação O POVO Online

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