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MOSCA DO CHIFRE ATACA BOVINOS NOS SERTÕES DE CANINDÉ.


Além da queda, o coice. Criadores dos Sertões de Canindé estão com as mãos na cabeça com o ataque da mosca do chifre. Nas regiões de Bonito, Conceição, Guarani Bom Lugar, Esperança e Targinos, os animais estão sendo atacados diariamente pelo inseto que causa desconforto entre os rebanhos.

Segundo o vereador Chico Conde, em Santana da Cal, Bonito e Santa Luzia a situação preocupa porque além de não ter mais o que comer, os animais ficam expostos aos ataques constantemente.

Outro grave problema é a falta de assistência técnica no campo. A EMATERCE está abandonada, sem técnicos para atuar nessa área. O único especialista no assunto se aposentou e ninguém veio para preencher a vaga.

Esse fenômeno gera inúmeros prejuízos no rebanho brasileiro. Felizmente, esse é um problema que pode ser controlado. A ectoparasita afeta o rebanho especialmente no período de chuvas e altas temperaturas, condições muito freqüentes em nosso território. No Brasil, estudos apontam que os prejuízos podem chegar a US$ 150 milhões ao ano.

Para entender melhor o problema, a mosca do chifre, Haematobia irritans, teve sua origem na Europa, sendo identificada no Brasil pela primeira vez em 1978. Aqui, encontrou todas as condições favoráveis para seu desenvolvimento e, em 1990, já estava presente em todo o território nacional.


Nos Estados Unidos, os prejuízos são estimados em US$ 876 milhões ao ano. A mosca do chifre é pequena (cerca da metade do tamanho da mosca doméstica) e tem coloração escura. Possui hábitos muito peculiares: está sempre de cabeça para baixo e geralmente passa 24 horas por dia sobre o animal, preferencialmente ao redor dos chifres e cupim, podendo ser encontrada em qualquer parte do corpo do animal.

Com hábito alimentar exclusivamente hematófago, a mosca pica os animais cerca de 25 a 40 vezes por dia e cada sucção pode durar de quatro a cinco minutos. Pesquisas mostram que uma infestação média de 500 moscas leva a uma perda anual de 40 quilos/animal/ano e cerca de 150 litros de leite durante toda a lactação, levando-se em conta a perda de sangue e, principalmente, os efeitos irritantes da picada que comprometem a alimentação tranqüila do animal, diminuindo sua produtividade.

Uma infestação de 500 moscas não é considerada grande, pois não é raro encontrar infestações de 2 mil moscas em determinadas épocas do ano, causando inúmeras perdas econômicas aos criadores. Em conseqüência disso, há redução na produção de leite e carne, estresse devido a irritação intensa aos animais e danos ao couro.


Ciclo de vida da mosca do chifre

O ciclo da mosca do chifre dura, em média, dez dias e iniciam-se quando a mosca põe os ovos nas fezes dos animais. Nas horas mais frescas do dia, uma grande população de moscas adultas migra para as partes mais baixas do animal, concentrando-se na região do abdômen, para posteriormente realizar a postura sobre o bolo fecal fresco.

Em boas condições de temperatura e umidade, os ovos eclodem e, em 24 horas, se transformam em larvas. Após três a cinco dias, as larvas se transformam em pupas, alimentam-se nas fezes e, depois de quatro a oito dias, já se tornam moscas adultas. As moscas alimentam-se exclusivamente de sangue e passam praticamente toda a sua vida sobre seu hospedeiro. Na ausência de animais, podem voar por até 14 quilômetros, sobrevivendo por um período de 28 a 40 dias, dependendo das condições climáticas. No período das águas e em anos de maior temperatura e umidade, são maiores as chances de infestação.

Controle e tratamento

Na maioria dos estados brasileiros, as altas infestações ocorrem no início e final do período chuvoso e é este o momento correto para se planejar o controle e tratamento da mosca do chifre, de acordo com os estudos de dinâmica populacional, que definem as melhores épocas de controle em relação ao nível de infestação nos animais.

Atualmente, um dos métodos mais eficazes para o tratamento e controle da mosca do chifre é a utilização de brincos mosquicidas que protegem os animais por até 150 dias. 

FOTOS E TEXTO DE ANTÔNIO CARLOS ALVES

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