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Familiares de vítimas do acidente em Canindé criam associação

 Recesso da delegada: O advogado critica também a saída inesperada do caso da delegada de Canindé, Gisele Martins.

Familiares das vítimas e dos feridos do acidente que matou 18 pessoas no último domingo (18), no Km 304 da BR-020, em Canindé, fundaram uma associação para cobrar a apuração do caso e defender medidas de proteção no trânsito como o uso do cinto de segurança. A Associação das Vítimas da Princesa do Inhamuns do Estado do Ceará (Avipi) foi fundada na quarta-feira (21), na cidade de Boa Viagem.

O fundador e presidente da Avipi, Daniel Pereira Moura, disse que as investigações para apurar as causas do acidente estão lentas e que, até o momento, poucos familiares de vítimas e de feridos no acidente foram procurados pela empresa Princesa dos Inhamus. Pereira perdeu os pais no acidente. O G1 contatou a emrpesa por telefone nesta terça-feira (27), mas as ligações não foram atendidas. O 18º passageiro morreu no domingo (25) no hospital Dr. José Frota.

Segundo o advogado Albérico Ribeiro, que acompanha o caso, o tacógrafo e o croqui ainda não foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE). O tacógrafo analisa a velocidade em que estava o ônibus no momento do acidente. Enquanto o croqui são estudos e dados levantados pela policia rodoviária no local do acidente.

“Até o momento não vimos essas análises e é importante que elas estejam à disposição da gente quanto antes para nós tomarmos providências em prol dos familiares que perderam entes queridos e que ainda sofrem com algum problema físico em decorrência do acidente”, afirmou Albérico Ribeiro.

De acordo com assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE), o tacógrafo foi retirado do ônibus e entregue para o perito de Canindé no dia do acidente. Ainda conforme a PRF-CE, a Delegacia de Canindé, deve prestar esclarecimentos sobre o tacógrafo. Sobre o croqui, a PRF-CE informou que por ser um trabalho delicado, o estudo requer tempo, para retirar as informações mais importantes sobre o acidente. A previsão de entrega do croqui é de 30 dias.

Recesso da delegada
O advogado critica também a saída inesperada do caso da delegada de Canindé, Gisele Martins. Conforme Albérico Ribeiro, a informação que a associação recebeu é que ela pediu uma licença. “Sabemos também que a delegada Gisele Martins saiu do caso sem fornecer explicação para gente. No momento trabalha na delegacia outro profissional”, reclamou.

O G1 entrou em contato com a Delegacia de Canindé. A reportagem recebeu a informação de que a delegada retornou aos trabalhos na segunda-feira (26) e que estava de licença. A delegada Gisele Martins não quis dar entrevista.

Causas do acidente
De acordo com Daniel Pereira, há a suspeita de que não houve envolvimento de uma motocicleta no acidente. “Apurando as causas do sinistro, descobrimos que um jornalista foi testemunha ocular do acidente. Conversando com o profissional ele nos disse que trafegava atrás do ônibus. Em nenhum momento, ele nos contou que viu uma moto na frente”, disse Pereira.

Pereira afirma que quatro passageiros que saíram ilesos disseram que não viram nenhuma moto na frente do ônibus. 

Cinto de segurança
A importância do uso do cinto de segurança também vai ser debatida pela Avip. A PRF-CE reforçou que os passageiros que não sofreram ferimentos estavam com cinto de segurança no momento do acidente. “É importante as campanhas que as polícias realizam nas estradas. No entanto, devem ser permanentes e exigir das empresas o uso do cinto de segurança. Em muitas empresas o motorista não é obrigado a repassar a importância dele. Foi o que disse o motorista do ônibus em depoimento a dois advogados. Ele falou que nunca a Princesa dos Inhamus pediu para ele reforçar o uso do cinto”, afirmou.

Trecho inseguro
A Avipi pretende colher nos próximos dias 100 mil assinaturas com o objetivo de implementar sinalização de trânsito no local onde ocorreu o acidente. Segundo Daniel Pereira serão recolhidas na Praça José de Alencar e Praça do Ferreira, na capital. Objetivo é recolher as 100 mil assinaturas até a próxima semana.

“O trecho é muito perigoso. Já ocorreram inúmeros acidentes no local. Envolvendo moto, carro e agora ônibus. Não há nenhum fotossensor e muito menos faixas que especifiquem a velocidade máxima no trecho. Vamos trabalhar para diminuir o número de acidentes”.



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ACIDENTE - CANINDÉ - ÔNIBUS - TRAGÉDIA - BOA VIAGEM
Fonte: G1 Ceará
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